publicado na jornal Urbanismo e Construção, 2009
Com vista a reduzir o custo do fotovoltaico, há dois caminhos a percorrer. Em primeiro lugar, mais investimento em I&D, para a criação, desenvolvimento e teste de novas tecnologias e novos materiais. Por outro lado, a redução de custo por factores de escala, através de subsídios à instalação de mais sistemas fotovoltaicos. A lei da microgeração Renováveis na Hora, de 2007, pretende promover a instalação de sistemas fotovoltaicos de pequena dimensão, agilizando o processo burocrático e financiando as pequenas centrais fotovoltaicas ligadas à rede eléctrica. A popularidade deste programa atesta o sucesso das medidas e a vontade de muitos de instalar painéis fotovoltaicos nos seus telhados (pelo menos com este nível de financiamento!). Esperemos que promova de facto uma indústria qualificada e sustentável de instalação e manutenção, de sistemas fotovoltaicos, para que num futuro próximo os nossos telhados estejam cobertos por painéis solares que produzam a energia que consumimos nas nossas casas.
Repensar as tarifas garantidas
publicado na revista Mais Ambiente, 2007
A energia solar fotovoltaica é uma fonte limpa e inesgotável de energia com um imenso potencial para a prazo substituir os combustíveis fósseis na produção de electricidade. Contudo, o incentivo que tem sido dado à sua instalação, através de um regime de tarifas garantidas muito elevadas, tem favorecido o aparecimento de grandes centrais solares. Este aparecimento, não só acrescenta pouco ao desenvolvimento de uma indústria nacional sustentável, como asfixiará inevitavelmente o verdadeiro potencial desta fonte de energia renovável: a promoção da microgeração fotovoltaica.
Fileiras industriais de energias renováveis
a publicar pelo Centro de Documentação Europeia da Universidade de Lisboa, 2007
No preâmbulo da Directiva das Energias Renováveis pode ler-se que o potencial de exploração de fontes de energia renováveis está presentemente subaproveitado na União Europeia [e também em Portugal, um país particularmente rico em recursos naturais no que concerne às energias renováveis] e que a sua exploração poderá contribuir para a protecção do ambiente e o desenvolvimento sustentável, podendo criar postos de trabalho a nível local, ter um impacto positivo na coesão social, contribuir para a segurança do abastecimento e tornar possível acelerar a consecução dos objectivos estabelecidos em Quioto. Para o aproveitarmos é necessário apostar na produção descentralizada de electricidade, escolher as tecnologias do futuro, investigar, desenvolver e investir em fileiras industriais de energias renováveis.
Meio século de história fotovoltaica
publicado na Gazeta da Física, 2006
A primeira célula solar moderna foi apresentada em 1954. Tinha apenas dois centímetros quadrados de área e uma eficiência de 6%, gerando 5 mW de potência eléctrica. Cinquenta anos depois, em 2004, foram produzidos cerca de mil milhões de células, com eficiências da ordem dos 16%, ultrapassando pela primeira vez a barreira de 1 GW de potência eléctrica anual instalada.
Conversão de energia solar em eletricidade
publicado na revista O Instalador, 2006
Neste artigo descreve-se o princípio de funcionamento das células fotovoltaicas e alguns aspectos da sua integração em sistemas de electricidade solar. Abordar-se-ão ainda alguns aspectos que por vezes parecem ensombrar as virtudes da energia solar eléctrica, nomeadamente a eficiência de conversão e o tempo de retorno energético..
publicado na revista NADA – Revista de Arte e Ciência, nº3, 2004
Na Era Solar, o artista age como despertador de consciências, como aliado da ciência e da tecnologia para a promoção da energia solar. São hoje muitos e variados os exemplos de painéis, materiais e instalações solares que promovem a Era Solar. Resultam de uma coligação de esforços de cientistas e artistas, arquitectos e engenheiros, com uma nova visão do planeta, mais limpo e mais saudável.
Energia solar para a paz mundial
apresentado no colóquio “Visões Colaterais - A Ciência face à
Guerra”, Lisboa, 5
Março de 2003
A
sobrevivência da Economia Fóssil em que vivemos o acesso barato
a reservas petrolíferas abundantes. Considerando o crescimento do consumo energético
mundial previsto para as próximas duas décadas e o anunciado declínio das
reservas petrolíferas mundiais é de esperar que o controlo das reservas,
geograficamente concentradas na região do Médio Oriente, se torne num
objectivo do poder militar. Uma
alternativa a este processo crescente de violência entre os Estados pelo
controlo do combustível mundial é a transição para uma Economia Solar,
baseada em fontes de energia inesgotáveis e democraticamente distribuídas pelo
globo.
publicado no jornal ABC Ambiente, Maio 2001
A electricidade solar, tradicionalmente chamada energia fotovoltaica, é uma fonte limpa de energia que tem, já hoje, o potencial para contribuir para o desenvolvimento ambientalmente sustentado dos países em desenvolvimento. Pode também contribuir, de uma maneira muito significativa, para os esforços do “primeiro mundo” no sentido de cumprir os compromissos assumidos em Quioto.
Electricidade solar II: Principais tecnologias
publicado no jornal ABC Ambiente, Junho 2001
O silício cristalino contínua hoje a ser o material mais utilizado para o fabrico de células para painéis de electricidade solar. Neste segundo artigo da série sobre esta forma de energia limpa e renovável faz-se um levantamento das diferentes tecnologias, focando em particular as tendências para o futuro.
Células solares para a produção de energia eléctrico
publicado em QUANTUM, nº1, 2005
As questões ambientais que se colocam cada vez mais com maior pertinência, aliada à previsível futura escassez de combustíveis fósseis, tem levado a um forte incremento na procura de novas formas de produção de energia eléctrica baseadas em fontes limpas e renováveis. A electricidade solar, por conversão fotovoltaica de radiação solar em energia eléctrica, é uma das formas de responder a esse grande desafio da humanidade. Neste artigo, primeiro de um conjunto de dois sobre electricidade solar, relata-se resumidamente a a história do desenvolvimento das tecnologias de células solares ao longo de mais de um século e meio.
Electricidade solar, estado actual e perspectivas
apresentado nas I Jornadas Ambientais – o Ambiente Litoral, Peniche, Outubro 2001
A electricidade solar está em franco desenvolvimento, a produção de painéis fotovoltaicos cresceu 44% em 2000, mas o volume ainda é reduzido, 288 MWp. Para que esta energia limpa e renovável seja utilizada em larga escala é ainda necessário uma redução de custos. Este objectivo pode ser atingido através do desenvolvimento tecnológico e/ou pela via da produção em massa.
Energias renováveis – tecnologias para o paradigma energético solar
apresentado no Encontro de Ecologia e Ambiente, Lisboa, 15 Janeiro de 2005
O fim do paradigma energético baseado nos combustíveis fósseis, com o fim do petróleo barato, a poluição e as alterações ao clima, etc, abre as portas a um novo paradigma energético: o paradigma energético solar. Neste artigo apresentam-se algumas das tecnologias que de alguma maneira reflectem esta mudança de atitude.
Desenvolvimento sustentável para controlo da população humana
apresentado na Tertúlia da ESTM, Peniche, 2003
Texto sobre a articulação de desenvolvimento sustentável, energias renováveis, aumento de população e os problemas ambientais que lhe estão associados, a nível local e global.